Pra começar, o que é a arquitetura tradicional? Falando assim pode parecer algo antiquado, mas a tradicionalidade na arquitetura vai além de uma só definição, já que a arquitetura tradicional vai se moldar de acordo com a técnica construiva aplicada de acordo com um contexto local, cultural, climático e material.
Quando temos uma homogeinidade arquitetônica em determinada cidade, nós vemos que aquela cidade tem uma identidade que provavelmente se dá pela época em que a maioria das construções dela foram feitas, por isso a importância da preservação de centros históricos, para que possamos ver o ponto de partida das cidades, pois foi essa tradicionalidade que nos trouxe ao que vemos no presente.
Ao longo dos anos, a humanidade explorou muitas definições e conceitos de construção de casas, no fim das contas aprimorando/reutilizando o que dava certo e descartando o que dava errado, hoje existem uma infinidade de soluções arquitetônicas, seguras e regulamentadas que trazem a origem da arquitetura em si, cada uma do seu jeito.
Então sim, é possível trazer na arquitetura contemporânea elementos que remetam a tradicionalidade do que conhecemos como tradição. Um exemplo muito bom disso é o resgate identitário focado nas “casas com cara de casa” ou “casas de vó”, é um estilo arquitetônico que remete à nostalgia pra muita gente, pois muitas pessoas tem memórias afetivas com relação a casas com características como: telhado aparente de duas águas, varandas amplas, madeiramento exposto, tijolinho, esquadrias de madeira, revestimentos em tamanhos menores, entre outras soluções, que nós como escritório amamos, pois sendo do interior de São Paulo, também compartilhamos desse mesmo amor por esse estilo arquitetônico.
Aplicar isso e mesclar a elementos tidos como contemporâneos não só é possível, como tem um resultado lindo e cheio de personalidade, aqui na Átrio nós temos alguns projetos em que fizemos isso, como foi o caso da Casa Reflexo e da Casa Morada, ambas em Atibaia, interior de São Paulo.



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